LE: Panathinaikos, de Rui Vitória, e Ludogorets, de Rui Mota, na fase de liga

O Panathinaikos e o Ludogorets, treinados pelos portugueses Rui Vitória e Rui Mota, respetivamente, qualificaram-se hoje para a fase de liga da Liga Europa de futebol, na companhia do Sporting de Braga, juntando-se ao FC Porto.

Uma semana depois de terem triunfado com reviravolta na receção ao Samsunspor (2-1), os gregos do Panathinaikos empataram na Turquia (0-0), na segunda mão do play-off, para voltarem à ronda principal da segunda prova europeia de clubes ao fim de dois anos.

Renato Sanches, recém-chegado por empréstimo do tetracampeão francês e campeão europeu Paris Saint-Germain, e Afonso Sousa, contratado aos polacos do Lech Poznan, não estavam inscritos e ficaram ausentes das opções de Panathinaikos e Samsunspor.

Das escolhas iniciais de Rui Vitória fez parte o avançado e capitão Fotis Ioannidis, que alinhou até aos 71 minutos, numa altura em que tem sido associado ao interesse do bicampeão português Sporting em plena reta final da janela de transferências de verão.

O Ludogorets também segue na Liga Europa, mas teve de inverter no prolongamento a derrota sofrida fora há uma semana diante dos macedónios do Shkëndija (2-1), impondo-se em Razgrad (4-1), com golos do sueco Edvin Kurtulus, aos nove minutos, de Ivaylo Chochev, aos 24, do ganês Bernard Tekpetey, aos 98, e do costa-marfinense Yves Erick Bile, aos 120+3, contra um do senegalês Fabrice Tamba, aos 64.

O defesa central português Dinis Almeida foi totalista pela equipa de Rui Mota, que vai repetir a presença na Liga Europa de 2024/25, quando a prova passou a ser disputada numa fase de liga com 36 clubes, ao invés dos 32 inseridos na fase de grupos, com cada equipa a defrontar oito adversários, realizando quatro jogos em casa e outros tantos fora.

Além de Panathinaikos e Ludogorets, que tinham sido relegados das rondas preliminares da Liga dos Campeões, o Sporting de Braga apurou-se para a 55.ª edição da competição, ao bater em casa o Lincoln Red Imps (5-1), repetindo a margem do duelo no Algarve (4-0), onde os gibraltinos tinham atuado na condição de anfitriões por imposição da UEFA.

O brasileiro Vitor Carvalho, aos 12 minutos, os espanhóis Gabri Martínez, aos 41 e 45+1, e Pau Victor, aos 82, e Sandro Vidigal, aos 77, devolveram às vitórias os minhotos, que vinham de um empate caseiro com o AVS (2-2), na terceira jornada da I Liga portuguesa, mas estabeleceram mesmo a maior diferença nas 12 eliminatórias da última ronda de acesso à Liga Europa, atenuada com um tento de Kike Gómez, aos 89.

O central e capitão luso-gibraltino Bernardo Lopes competiu a tempo inteiro pelo Lincoln Red Imps, que, apesar da gestão minhota, foi incapaz de ameaçar a 10.ª participação, e segunda seguida, na fase principal do Sporting de Braga, finalista derrotado em 2010/11.

Maccabi Tel Aviv, Young Boys, Malmö, FCSB, Genk, Midtjylland, Utrecht, Brann e PAOK Salónica foram as outras equipas bem-sucedidas no play-off da Liga Europa, relegando Dinamo Kiev, Slovan Bratislava, Sigma Olomouc, Aberdeen, Lech Poznan, KuPS, Zrinjski Mostar, AEK Larnaca e Rijeka para a fase de liga da Liga Conferência, na qual vão estar igualmente o Samsunspor, o Shkëndija e o Lincoln Red Imps.

Com duas assistências, o luso-suíço Joël Monteiro contribuiu para o triunfo dos helvéticos do Young Boys na receção ao Slovan Bratislava (3-2), após a vitória na Eslováquia (1-0).

Além dos 12 clubes provenientes do play-off, a Liga Europa contará com 11 emblemas que foram relegados de forma direta para o respetivo patamar principal a partir das rondas preliminares da Liga dos Campeões, enquanto os restantes 13 tiveram acesso automático.

Os 36 participantes vão a sorteio na sexta-feira, às 13:00 locais (12:00 em Lisboa), no Mónaco, com Portugal a ser representado por Sporting de Braga e FC Porto, vencedor da segunda prova europeia de clubes em 2002/03, no formato de Taça UEFA, e em 2010/11.

Panathinaikos e Ludogorets contam com treinadores portugueses, cenário extensível aos ingleses do Nottingham Forest, de Nuno Espírito Santo, aos franceses do Lyon, de Paulo Fonseca, e aos turcos do Fenerbahçe, de José Mourinho, que foram derrotados pelo Benfica no play-off da Liga dos Campeões.